MAD – Museum of Arts and Design

Antigamente chamado American Craft Museum, o Museum os Arts and Design mudou de nome em 2002, visando ampliar o conceito de sua crescente coleção. Nome curto, de fácil memorização e simples de pronunciar, cuja sigla – MAD -, em inglês significa “loucura”. Para os americanos, MAD é um nome bastante familiar, pois estampa as capas de uma famosa revista. Eis ai o problema, criar um identidade original e marcante para o Museu.
Criada pela Pentagram, a nova marca objetivava criar um modo de escrever que transmitisse os valores do museu, que fosse criativo e surpreendente, e que pudesse ser reproduzido de vários jeitos e em diferentes ocasiões. Faz sentido, já que o Museu é dedicado a artistas que criam e recriam com diversos materiais e objetos. O MAD localiza-se em um prédio no Columbus Circle em Nova York, também totalmente reformado pelo arquiteto Brad Cloepfil, e foi justamente da combinação de círculos e retas existente no local que surgiu a tipografia característica da nova marca. Chamada de MAD Face, transmite o espírito irreverente do Museu, principalmente pela diversidade de suas aplicações. Bastante coloridas, fazem uso de texturas e de jogos de palavras – totalmente MAD.


Entretanto, como muitos já devem ter percebido, a legibilidade é bastante prejudicada pela estilização das letras – problema este que virou estampa de camiseta – uma brincadeira bem criativa. Mas esta marca não segue o (mau) exemplo do polêmico logo das Olimpíadas da Inglaterra de 2012. Completando a família tipográfica da marca, está a famosa Família Futura, também de origem geométrica, que é usada nos impressos e na sinalização. Problema resolvido.

Veja abaixo outras aplicações.









4 comentários até agora
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No caso do ônibus ou de um outdoor, por exemplo, que exigem uma leitura rápida, é super complicado alguém entender essa logo.
Ela pode até ser explicada através do texto em outra fonte, mas isso não resolve todo o problema.
Verdade, o uso da Futura não resolveu todo o problema.
Mas acho que um dos triunfos dessa marca foi justamente esse estilo maluco e talvez um tanto confuso – bem MAD. É o conceito do próprio museu.
O maior pecado realmente é que a legibilidade está bastante prejudicada – um tanto demais. Mas não se pode negar que o conceito está muito claro e forte, e isso o tornou único e marcante.
Olá Carol,
Boa estrutura de texto nesse post
Apenas uma observação: a revista MAD não é exatamente direcionada ao público infantil.
Abrá!
Obrigada, vou corrigir!